domingo, 2 de outubro de 2011

Sinais de Pontuação



Os sinais de pontuação são recursos gráficos próprios da linguagem escrita. Embora não consigam reproduzir toda a riqueza melódica da linguagem oral, eles estruturam os textos e procuram estabelecer as pausas e as entonações da fala. Basicamente, têm como finalidade:
1) Assinalar as pausas e as inflexões de voz (entoação) na leitura;
2) Separar palavras, expressões e orações que devem ser destacadas;
3) Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambiguidade.
Veja a seguir os sinais de pontuação mais comuns, responsáveis por dar à escrita maior clareza e simplicidade.
           Ponto Final ( . )

O ponto final representa a pausa máxima da voz. A melodia da frase indica que o tom é descendente. Emprega-se, principalmente:

- para fechar o período de frases declarativas e imperativas.  
Exemplos:  
Contei ao meu namorado o que eu estava sentindo.
Façam o favor de prestar atenção naquilo que irei falar.
 - nas abreviaturas.

Exemplos:  
Sr. (Senhor)
Cia. (Companhia) 

  Ponto de Exclamação ( ! )

O ponto de exclamação é utilizado após as interjeições, frases exclamativas e imperativas. Pode exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, piedade, ordem, súplica, etc. Possui entoação descendente.

Exemplos:

"Como as mulheres são lindas!" (Manuel Bandeira)
Pare, por favor!
Ah! que pena que ele não veio...

Obs.: o ponto de exclamação substitui o uso da vírgula de um vocativo enfático.

Por Exemplo:

Ana! venha até aqui!

   Ponto de Interrogação ( ? )

O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação direta, ainda que a pergunta não exija resposta. A entoação ocorre de forma ascendente.

Exemplos:

Onde você comprou este computador?
Quais seriam as causas de tantas discussões?
Por que não me avisaram?

Obs.: não se usa ponto interrogativo nas perguntas indiretas
Por Exemplo:

Perguntei quem era aquela criança.

    Dois-pontos ( : )

O uso de dois-pontos marca uma sensível suspensão da voz numa frase não concluída. Emprega-se, geralmente: 
- para anunciar a fala de personagens nas histórias de ficção.

Por Exemplo:


"Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz :
– Podemos avisar sua tia, não?" (Graciliano Ramos)

- para anunciar uma citação.

Por Exemplo:

Bem diz o ditado: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."

- para anunciar uma enumeração.

Por Exemplo:

Os convidados da festa que já chegaram são: Júlia, Renata, Paulo e Marcos.

- antes de orações apositivas.

 Por Exemplo:

Só aceito com uma condição: Irás ao cinema comigo.

- para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que se disse.

Exemplos:

Marcelo era assim mesmo: Não tolerava ofensas.
Resultado: Corri muito, mas não alcancei o ladrão.
Em resumo: Montei um negócio e hoje estou rico.

Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na introdução de exemplos, notas ou observações. Veja:

Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma.
Exemplos:

ratificar/retificar, censo/senso, etc.
Nota: a preposição "per", considerada arcaica, somente é usada na frase "de per si " (= cada um por sua vez, isoladamente).

Observação: na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, melhorzinho, etc.

- na invocação das correspondências.

Por Exemplo:

Prezados Senhores:
Convidamos a todos para a reunião deste mês, que será realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção

   Travessão ( – )

O travessão é um traço maior que o hífen e costuma ser empregado:

- no discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.

Por Exemplo:

O que é isso, mãe?
– É o seu presente de aniversário, minha filha.

- para separar expressões ou frases explicativas, intercaladas.

Por Exemplo:

"E logo me apresentou à mulher, uma estimável senhora e à filha." (Machado de Assis)

- para destacar algum elemento no interior da frase, servindo muitas vezes para realçar o aposto.

Por Exemplo:

"Junto do leito meus poetas dormem
O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron
Na mesa confundidos." (Álvares de Azevedo)

- para substituir o uso de parênteses, vírgulas e dois-pontos, em alguns casos.


Por Exemplo:

"Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a superioridade humana acima dos preceitos que se combatem, acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e como o êxtase." (Raul Pompeia)

     Vírgula ( , )

A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso à espera da continuação do período. Geralmente é usada:

- nas datas, para separar o nome da localidade.

Por Exemplo:

São Paulo, 25 de agosto de 2005.

- após o uso dos advérbios "sim" ou "não", usados como resposta, no início da frase.

Por Exemplo:

Você gostou do vestido?
Sim, eu adorei!
– Pretende usá-lo hoje?
Não, no final de semana.

- após a saudação em correspondência (social e comercial).

Exemplos:

Com muito amor,
Respeitosamente,

- para separar termos de uma mesma função sintática.

Por Exemplo:

A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um quintal.

Obs.: a conjunção "e" substitui a vírgula entre o último e o penúltimo termo.

- para destacar elementos intercalados, como:

a) uma conjunção

Por Exemplo:

Estudamos bastante, logo, merecemos férias!

b) um adjunto adverbial

Por Exemplo:

Estas crianças, com certeza, serão aprovadas.

Obs.: a rigor, não é necessário separar por vírgula o advérbio e a locução adverbial, principalmente quando de pequeno corpo, a não ser que a ênfase o exija.

c) um vocativo

Por Exemplo:

Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar atrasado.

d) um aposto

Por Exemplo:

Juliana, a aluna destaque, passou no vestibular.

e) uma expressão explicativa (isto é, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes, etc.)
Por Exemplo:

O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus.

- para separar termos deslocados de sua posição normal na frase.

Por Exemplo:

O documento de identidade, você trouxe?

- para separar elementos paralelos de um provérbio.

Por Exemplo:

Tal pai, tal filho.

- para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo.

Por Exemplo:

As flores, eu as recebi hoje.

- para indicar a elipse de um termo.

Por Exemplo:

Daniel ficou alegre; eu, triste.

- para isolar elementos repetidos.

Exemplos:  

A casa, a casa está destruída.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!

- para separar orações intercaladas.

Por Exemplo:

O importante, insistiam os pais, era a segurança da escola.

- para separar orações coordenadas assindéticas.

Por Exemplo:

O tempo não para no porto, não apita na curva, não espera ninguém.

- para separar orações coordenadas adversativas, conclusivas, explicativas e algumas orações alternativas.

Exemplos:

Esforçou-se muito, porém não conseguiu o prêmio.
Vá devagar, que o caminho é perigoso.
Estuda muito, pois será recompensado.
As pessoas ora dançavam, ora ouviam música.


 



 Emprega-se o travessão para:
Indicar a mudança de interlocutor no diálogo:
- Que gente é aquela, seu Alberto?
- São japoneses.
- Japoneses? E... é gente como nós?
- É. O Japão é um grande país. A única diferença é que eles são amarelos.
- Mas, então não são índios?
Colocar em relevo certas palavras ou expressões:


 
  ( )   Os parênteses são empregados para:

               Destacar num texto qualquer explicação ou comentário:
               Todo signo lingüístico é formado de duas partes associadas e inseparáveis, isto é,          o significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o significado (conceito ou idéia). 

   (;) Usa-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.
Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:
Separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula:
Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas.
Separar vários itens de uma enumeração:



  As reticências são empregadas para:
Assinalar interrupção do pensamento:
- Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá...








(" ")  As aspas são empregadas:
antes e depois de citações textuais:
Roulet afirma que "o gramático deveria descrever a língua em uso em nossa época, pois é dela que os alunos necessitam para a comunicação quotidiana".



sábado, 1 de outubro de 2011

TIPOLOGIA TEXTUAL


A tipologia é dada por um conjunto de trecos lingüísticos que vira uma seqüência coesiva.
Narração:
É o desenvolvimento de ações: tempo em andamento.

Narrar é contar uma história. A narração é uma seqüência de ações que se desenrolam na linha do tempo umas após outras todas as ações pressupõe a existência de um personagem o que a pratica em determinado momento e em determinado lugar, por isso temos quatros dos seis componentes fundamentais  de um emissor ou narrador se serve para criar um ato narrativo: personagens, ação, espaço e tempo em desenvolvimento. Os outros dois da narrativa são: narrador e enredo ou trama.


Descrição

Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se refere.

Dissertação

Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.

Produção de Texto

Tipologia textual - exercícios

A) Numere os parágrafos a seguir, identificando o tipo de redação apresentado:
(1) descrição       (2) narração        (3) dissertação

( 2  ) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou a um funcionário onde ficava a cidade mais próxima. Ele respondeu que havia um vilarejo a dez quilômetros dali.

( 2 ) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia, perguntou:
_Onde fica a cidade mais próxima?
_ Há um vilarejo a dez quilômetros daqui ¾ respondeu o funcionário.

( 3  ) Nas proximidades deste pequeno vilarejo, existe uma chácara de beleza incalculável. Ao centro avista-se um lago de águas cristalinas. Através delas, vemos dança rodopiante dos pequenos peixes. Em volta desse lago pairam, imponentes, árvores seculares que parecem testemunhas vivas de tantas histórias que se sucederam pelas gerações. A relva, brilhando ao sol, estende-se por todo aquele local, imprimindo à paisagem um clima de tranqüilidade  e aconchego.

( 3 ) Acreditamos firmemente que só o esforço conjunto de toda a nação brasileira conseguirá vencer os gravíssimos problemas econômicos, por todos há muito conhecidos. Quaisquer medidas econômicas, por si só, não são capazes de alterar a realidade, se as autoridades que as elaboram não contarem com o apoio da opinião pública, em meio a uma comunidade de cidadãos conscientes.

( 2 ) As crianças sabiam que a presença daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria alvo da mais rigorosa censura de sua mãe. Não tinha qualquer cabimento: um apartamento tão pequeno que mal acolhia Álvaro, Alberto e Anita, além de seus pais, ainda tinha de dar abrigo a um cãozinho! Os meninos esconderam o animal em um armário  próximo ao corredor e ficaram sentados na sala à espera dos acontecimentos. No fim da tarde a mãe chegou do trabalho. Não tardou em descobrir o intruso e a expulsa-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos.

( 1 ) Joaquim trabalhava em um escritório que ficava no 12º andar de um edifício da Avenida Paulista. De lá avistava todos os dias a movimentação incessante dos transeuntes, os freqüentes congestionamentos dos automóveis e a beleza das arrojadas construções que se sucediam do outro lado da avenida. Estes prédios moderníssimos alternavam-se com majestosas mansões antigas. O presente e o passado ali se combinavam e, contemplando aquelas mansões, podia-se, por alto, imaginar o que fora, nos tempos de outrora, a paisagem desta mesma avenida, hoje tão modificada pela ação do progresso.

( 3 ) Dizem as pessoas ligadas ao estudo da Ecologia que são incalculáveis os danos que o homem vem causando ao meio ambiente. O desmatamento de grandes extensões de terra, transformando-as em verdadeiras regiões desérticas, os efeitos nocivos da poluição e a matança indiscriminada de muitas espécies são apenas alguns dos aspectos a serem mencionados. Os que se preocupam com a sobrevivência e o bem-estar das futuras gerações temem que a ambição desmedida do homem acabe por tornar esta terra inabitável.

( 2 )O candidato à vaga de administrados entrou no escritório onde iria ser entrevistado. Ele se sentia inseguro, apesar de ter um bom currículo, mas sempre se sentia assim quando estava por ser testado. O dono da firma entrou, sentou-se com  ar de extrema seriedade e começou a lhe fazer as perguntas mais variadas. Aquele interrogatório parecia interminável. Porém, toda aquela sensação desagradável dissipou-se quando ele foi informado de que o lugar era seu.

( 1 ) Estava parado no ponto de ônibus, quando vi, a meu lado, um rapaz que caminhava lentamente pela rua. Ele tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Observei que ele o pegou com todo o cuidado, abriu-o e viu, surpreso, que lá havia uma grande quantia em dinheiro.

( 3 ) O objeto tem o formato semelhante ao de uma torre de igreja. É constituído por um único fio metálico que, dando duas voltas sobre si mesmo, assume a configuração de dois desenhos  (um dentro do outro), cada um deles apresentando uma forma específica. Essa forma é composta por duas figuras geométricas: um retângulo cujo lado maior apresenta aproximadamente três centímetros e um lado menor de cerca de um centímetro e meio; um dos seus lados menores é, ao mesmo tempo, a base de um triângulo eqüilátero, o que acaba por torna-lo um objeto ligeiramente pontiagudo.

( 3 ) A televisão aliena o homem por requisita-lo inteiramente para si, uma vez que as informações que traz são bombardeadas em frações de segundos, não permitindo o menor desvio de sua atenção e nem uma reflexão mais aprofundada devido à rapidez e à quantidade de informações.

Pronomes Demonstrativos

Este, Esse ou Aquele
Em português existem três pronomes demonstrativos com suas formas variáveis em gênero e número e invariáveis [isto, isso, aquilo]. Eles assinalam a posição do objeto designado relativamente às pessoas do discurso (falante/ouvinte) e ao assunto do discurso (o ser de que se fala). Há uma estreita relação entre os pronomes pessoais, os possessivos e os demonstrativos:
  • 1ª pessoa - meu - este, esta, isto
  • 2ª pessoa - teu - esse, essa, isso
  • 3ª pessoa - seu - aquele, aquela, aquilo
Apesar de existirem regras para os pronomes demonstrativos, não se constata muita rigidez no seu uso, principalmente na fala – quando se observa uma assimilação do t pelo s (parece que tudo é isso, essa, esse) – e sobretudo no tocante ao seu emprego para lembrar ao leitor ou ouvinte o que já foi mencionado ou se vai mencionar. Vejamos então um esquema de bom emprego dos pronomes demonstrativos:
Em relação ao lugar:
  • o lugar onde estou: este
  • o lugar onde você está: esse
  • o lugar distante do falante e do ouvinte: aquele
Há neste ponto uma natural correlação com os advérbios de lugar: isto aqui – isso aí - aquilo ali / lá
.
Exemplos corretos:
  • Neste capítulo [o capítulo que V. está descrevendo] apresentamos os objetivos.
  • Veja (aqui) esta borboleta, que linda!
  • Que país é este ? perguntam-se os brasileiros. [referindo-se ao Brasil e no Brasil]
  • Pegue aqui: relacione todos os nomes citados neste livrete.
  • Em atenção a pedido dessa instituição, estamos remetendo a V. Sa. o boletim ECO.
  • Traga-me esses livros que estão com você.
  • Logo que puder, despacharei os pacotes para essa cidade.
Emprego em relação ao tempo:
  • tempo presente: este
  • passado ou futuro próximo: esse
  • passado distante: aquele

Agora é hora de você treinar o que aprendeu. Vamos lá!
Empregue nos exercícios a seguir o pronome demonstrativo adequado:
1 – Tenha sempre lembrança  DISTO eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso)
2 – Por que você está usando ESSA calça rasgada? (esta, essa)
3 – Como são difíceis  ESTES dias que estamos atravessando! (estes, esses)
4 – O perdão e a vingança se opõem frontalmente: _ ESTA, degrada os homens; AQUELE os eleva. (esse, esta)
 5 – Qual o manequim  DESSE vestido que você está usando? (deste, desse)
6 – Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 _ DESSA   Presidência, peço vênia para esclarecer que_ ESTA Divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas _ ESSAS irregularidades a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas)
 7 – ESTE _ mês em que estamos está passando rápido. (este, esse)
 8 – Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul?  ESTE  mês também é de chuva lá NAQUELE _ Estado? (este, esse, neste, nesse, naquele)
 9 – Será que ninguém DESTA casa me entende? (desta, dessa)
 10 – Má escovação causa inflamação na gengiva e ISSO todos deviam saber. (isto, isso)

As Palavras ( Othon Moacir Garcia)

As Palavras

As palavras são parte da dinâmica do mundo de símbolos que nos cerca. O texto a seguir-nos fala de sua importância fundamental para o pensamento e para a própria cultura.

Othon Moacir Garcia
Há alguns anos, o Dr. Johnson O'Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executivos), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum ocupariam igual posição. (Introdução)

Isso não prova, entretanto, que para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação. (Desenvolvimento)

Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o revestimento das idéias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou de outras palavras equivalentes? Não se pensa em vácuo. A própria clareza das idéias (se é que as temos sem palavras) será intimamente relacionada com a clareza e a precisão das expressões  que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz. É um círculo vicioso, sem dúvida: “... nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos nossos hábitos físicos e mentais normais, tais como  a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De forma que um vocabulário escasso e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir. “Não de diz nenhuma novidade ao afirmar que as palavras, ao mesmo tempo que veiculam o pensamento, lhe condicionam a formação. Há século e meio Herder já proclamava que um povo não podia ter uma idéia sem que para ela possuísse uma palavra” testemunha Paulo Rónai em artigo publicado no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, e mais tarde transcrito na 2ª edição de Enriqueça o seu vocabulário (Rio, civilização Brasileira, 1965), de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.( Desenvolvimento)

Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido do grunhido, do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e... dos irracionais. GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna. (Conclusão)

E. educação. Rio de Janeiro, FGV, 1980.p. 155-6.

Síntese: Há alguns anos, o Dr. Johnson O'Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executivos), os executivos
Frase Tese: Isso não prova, entretanto, que para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente necessárias
Isso: Pronome Demonstrativo
1. Observe as palavras destacadas nas frases abaixo. Trata-se de caso de impropriedade vocabular, ou seja, de palavras cujo significado não é adequado para o uso a que foram destinadas. Sua função é substituí-las por termos mais apropriado. Compare os seus resultados com os de seus colegas.
a) Os quatro rapazes sumidos na serra do Mar foram encontrados ontem.
 R=Desaparecidos
b) Num laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi achada uma célula capaz de retarda o desenvolvimento do câncer.
R= Foi descoberta
c) Muitos banhistas sofreram queimaduras de pele devida á violenta luz do sol.
R= Intensa
d) O time foi fazer uma excursão na Europa para que os jogadores ganhem mais vivência.
R=Experiência
e)Os parlamentares apresentaram sua intenção de investigar o caso.
R= Expuseram/propuseram
f)Os alunos das escolas estaduais terão aulas aos sábados para botar a programação em dia.
R= Atualizar
g)O futuro é enigmático.
R=Incerto/ duvidoso
h) Suas criticas são demasiadas.
R=Exageradas
i) Depois de negar várias vezes, o deputado repentinamente assumiu sua culpa.
R=Inesperadamente
j) Será implantada uma refinaria na Baixada Fluminense.
R= Instalada
k )A SUNAB ura divulgar a tabela de preço a ser implantada a partir de segunda-feira.
R= Vigorada/Ser seguida
l) A reunião marcada na terça-feira aconteceu com a presença de todos os ministros.
R= Realizada/realizou-se
2. Identifique a estrutura do texto.
1º Parágrafo – Introdução
2º e 3º Parágrafo- Desenvolvimento
4º Parágrafo- Conclusão
3. Quanto à tipologia textual, como pode ser classificado o 1º parágrafo?
O primeiro parágrafo é narrativo.
3.1 Por que é narrativo?
4. O texto é predominante dissertativo, descritivo ou narrativo?
Dissertativo, porque ele defende uma idéia.

Comentário do Texto

Elizabeth -Lendo a atividade, sentir certo grau de dificuldade em compreender o conteúdo; porém  seguindo as explicações da Prof.ª  Jacqueline pude adquirir o conhecimento sobre  introdução, desenvolvimento e conclusão. Hoje me sinto segura para  explicar o  que é uma frase síntese, uma frase principal de explanação,  uma frase secundária ,um pronome demonstrativo, no conteúdo  de um texto.



Os Sete Sábios da Grécia

  Quais foram os sete sábios da Grécia?

Os Sete Sábios da Grécia



A lenda relaciona entre si sete nomes de figuras antigas, grupo de filósofos e estadistas gregos, dos séculos VII-VI a. C., que granjearam grande prestígio e se distinguiram pela sua sabedoria. O nome dos sábios varia, conforme a fonte que os nomeia. Mas o texto mais antigo que refere os Sete Sábios da Grécia é o Protágoras (342e-343b), de Platão, que diz que o grupo é constituído por: Tales de Mileto, Pítaco de Mitelene, Bias de Priene, Sólon de Atenas, Cleobulo de Lindos, Míson de Queneia (noutros textos aparece Periandro de Corinto) e Quílon de Lacedemónia.

A eles atribuem-se breves sentenças morais (ou máximas), algumas das quais se tornaram famosas. As frases são todas, como se observará, de natureza prática e moral. E demonstram  que a reflexão filosófica, na Grécia, situava-se no campo da sageza da vida, e não tanto na pura contemplação, como mais tarde virá a acontecer.
Vejamos:





1
1. Tales de Mileto
  1. A ignorância é incómoda.
  2. Conhece-te a ti mesmo.
  3. Espera receber de teus filhos, quando fores velho, o mesmo tratamento que dispensaste a teus pais.
  4. Evita as palavras que possam ferir os amigos.
  5. Evita enriquecer por vias desonestas.
  6. Evita os adornos exteriores e procura os interiores.
  7. Perto ou longe, importa lembrar os amigos.
  8. Quem promete falta.
  9. Se és chefe, começa por saber dominar-te.


2. Pítaco de Mitilene
Adicionar legenda
  1. A ambição é insaciável.
  2. Ama a educação, a temperança, a prudência, a verdade, a fidelidade, a experiência, a gentileza, a companhia dos outros, a exactidão, os cuidados domésticos, a arte e a piedade.
  3. -te ao respeito.
  4. Não faças o que não gostares que te façam.
  5. Não reveles projectos para, se falhares, não seres motivo de troça.
  6. Sabe aproveitar a oportunidade
  7. Sábio é quem sabe discernir o futuro; o passado é passado, mas o porvir é incerto.

Famosos por sua feíuro física, viveu por volta de -600. Tornou-se governante de Mitilene após depor o tirano local, e afastou-se voluntariamente do poder depois de dez anos. O poeta Alan, inicialmente um aliado, tornou-se mais tarde seu inimigo político.

3. Bias de Priene

  1. A maioria é perversa.
  2. Adolescente, sê activo; velho, sê sábio.
  3. Aprende a saber ouvir.
  4. Fala sempre com propósito
  5. Não sejas, nem mau, nem tolo.
  6. O cargo revela o homem.
  7. Persuade pelo bem, e nunca pela força.
  8. Reflecte nos teus actos.
  9. Sê cuidadoso na realização de um projecto e, uma vez iniciado, prossegue sem desfalecimento.
  10. Vê-te num espelho.

Viveu no século, VI, era dotado de grande eloqüência e se distinguiu nas defesas pronunciadas diante dos juízes de sua cidade: também escreveu poemas


4. Sólon de Atenas
  1. Aconselha o que for justo, não o que aches agradável.
  2. Evita a mentira, confessando a verdade.
  3. Evita o prazer, se ele for causa de remorso.
  4. Guia-te pela razão.
  5. Honra pai e mãe.
  6. Mede as tuas palavras pelo silêncio e o silêncio pelas circunstâncias.
  7. Nada em excesso.
  8. Nunca digas tudo o que sabes.
  9. Procura ser honesto, porque a honestidade é melhor do que uma palavra honrada.
  10. Respeita os amigos.
  11. Quando souberes obedecer, saberás chefiar.
  12. Se exiges a honestidade dos outros, começa por ser honesto.
  13. Toma a peito as coisas importantes.

Sólon de Atenas
Estadista, legislador, e poeta lírico ateniese foi arconte em -594/-593 e compôs, principalmente, elegias morais e filosóficas. Seu famoso encontro com o rei da lídio Creso ( hdt.1.29-32) não tem fundamento histórico.



5. Cleobulo de Lindos
Adicionar legenda
  1. A medida é coisa óptima.
  2. A sabedoria é preferível à ignorância.
  3. Aconselha rectamente os teus concidadãos.
  4. Casa com uma mulher da tua condição; se casares com uma rica, em vez de sogros arranjarás patrões.
  5. Considera inimigo público quem odiar o povo.
  6. Cuidado com a língua.
  7. Evitar a violência.
  8. Evita acariciar a tua esposa em público; quem a desfruta em público procede mal, mas quem a acaricia, desperta paixões fúteis.
  9. Que a nossa língua seja bendicente.

Viveu por volta de – 600: dele sabemos apenas que era poeta e também compunha enigmas e versos.


6. Míson de Queneia (noutros textos aparece o nome de Periandro de Corinto)
  1. A democracia é preferível à tirania.
  2. Guarda os segredos.
  3. Indaga as palavras a partir das coisas, não as coisas a partir das palavras.
  4. O estudo abarca todas as coisas.
  5. Os prazeres são mortais, as virtudes, imortais.
  6. Um lucro desonesto é uma calúnia contra o espírito.

Periandro de Corinto
Um dos mais antigos  tiramos da cidades,vivem entre – 627 e – 584, aproximadamente tenha fama de sanguinário, mas a cidade prosperou durante o seu governo.

7. Quílon de Lacedemónia


  1. Cuida de ti mesmo.
  2. Foge dos intriguistas.
  3. Não desejes o impossível.
  4. Não maldigas dos outros, para não ouvires críticas desagradáveis.
  5. Põe a razão antes da língua.
  6. Quando beberes, fala pouco para não cometeres indiscrições.
  7. Respeita os velhos.
Viveu por volta de -560 e alem de poeta, foi um dos mais poderosos éforos da cidade. Consta que utilizava até a metodologia para justificar a posição de Esparta na liderança política do peloponesa

António Pinela, Reflexões, 1980

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